Labgrim

"Banner digital com fundo roxo escuro. À esquerda, uma sobreposição de ilustrações suaves em marca d'água simbolizando segurança digital: uma biometria de impressão digital, um cadeado e um smartphone. Sobreposto a isso, em destaque, o texto branco: 'Projeto de Pesquisa' e abaixo, em letras maiores: 'Escutas de Crianças e Adolescentes sobre Processos de Aferição de Idade em Ambientes Digitais'. À direita, um parágrafo explicativo em branco: 'Liderada pelo LabGRIM/UFC com apoio do Ministério da Justiça, a pesquisa realizará grupos focais nas cinco regiões do Brasil para ouvir jovens de 9 a 17 anos sobre verificação de idade na internet. O objetivo é coletar dados reais para subsidiar políticas públicas e fortalecer a implementação do novo ECA Digital, garantindo que as vozes infantojuvenis orientem a criação de um ambiente digital mais seguro e protegido.'. O design é sóbrio e focado na clareza da informação."

Laboratório de Pesquisa da Relação Infância, Juventude e Mídia (LabGRIM), da Universidade Federal do Ceará (UFC), iniciou uma pesquisa inédita de alcance nacional para ouvir crianças e adolescentes sobre os mecanismos de verificação de idade em plataformas digitais, redes sociais e jogos on-line.

Intitulado “Escutas de Crianças e Adolescentes sobre Processos de Aferição de Idade em Ambientes Digitais”, o projeto é coordenado pela professora Georgia Cruz (UFC Virtual) e conta com financiamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Escuta qualificada em todo o Brasil

A iniciativa realizará 12 grupos focais espalhados pelas cinco regiões do país, buscando entender como jovens de 9 a 17 anos percebem e vivenciam esses sistemas de segurança. Um diferencial da pesquisa é a inclusão de grupos diversos, como:

  • Comunidades quilombolas e indígenas;

  • Jovens com deficiência;

  • Perfis socioculturais variados de todas as regiões brasileiras.

Foco em políticas públicas e no ECA Digital

O estudo surge em um momento estratégico: a entrada em vigor da Lei nº 15.211/2025 (ECA Digital). Segundo a coordenação, o objetivo é levantar evidências reais que ajudem a superar as limitações das atuais estratégias de “autodeclaração” de idade, frequentemente burladas pelos usuários.

“Crianças e adolescentes são sujeitos de direitos diretamente impactados pela regulação digital e, portanto, devem ter suas vozes consideradas na construção dessas políticas”, afirma o texto base do projeto.

Próximos passos

Os dados coletados serão organizados em relatórios analíticos para subsidiar decisões do poder público, da sociedade civil e das próprias plataformas digitais. O foco final é garantir que o ambiente on-line se torne mais seguro, democrático e respeitoso aos direitos infantojuvenis